Quem somos?

Somos um coletivo de rádio livre que surgiu com uma vontade comum: colocar uma rádio no ar, com nossas próprias pernas, braços, mentes e corações. Isto significa que todos nossos movimentos foram e serão feitos por cada um@ de nós mesm@s. De 2002 a 2006l ano construíram uma rádio livre em floripa chamada Rádio Tróia, com a sintonia tal. Por motivos diversos a Tróia deixou de estar no ar e seus aparelhos foram utilizados em outros lugares que mais tarde também ficaram parados. Somando a existência dos instrumentos desligados de uma rádio com o nosso desejo de construir uma nova, decidimos nos organizar para voltarmos ao ar. Não pretendemos ser a continuação da Tróia, nem sua negação, mas a construção de todo um novo processo que também é grato e solidário à história da Tróia, mas hoje já somos o Coletivo Rádio Tarrafa.

Tal nome vem de um contexto de resistência local, da tarrafa como símbolo da pesca artesanal em oposição às grandes indústrias pesqueiras. Estamos para @s tarrafeir@s contra os grandes pesqueiros, como rádio livre contra os grandes monopólios da informação. É diante da necessidade e desejo de lançarmos nossas próprias tarrafas que nos organizamos em coletivo que se lançará não só ao mar, mas também às ondas do ar para tomar um espaço que é nosso: o da comunicação aberta, participativa e popular.

Nossa primeira preocupação foi de conquistarmos o mais rápido possível um espaço físico para poder nos instalar e praticar essa ferramenta que parecia tão distante – falar em uma rádio que fosse nossa – e ao mesmo tempo cada vez mais próxima. Depois percebemos que era importante antes da rádio estar no ar, nós sabermos coletivamente o que queríamos e para onde iríamos com esse novo espaço de convivência e resistência. Aí conversamos muito entre nós e cada vez mais encontrávamos a sintonia perfeita da nossa rádio: somos e seremos livres não porque cada um@ fará ou falará simplesmente o que quiser, mas porque construiremos um espaço de liberdade coletiva que respeite as subjetividades de cada um@. Então nossa liberdade não permitirá o preconceito racial, de gênero, de classe, credo religioso, etc.

Agora já nos sentimos preparad@s o suficiente para ocupar um espaço e botar nossa rádio pra funcionar. Temos princípios e vontades próprias: uma rádio como espaço de construção aberta e permanente, que não se limitará ao espaço onde estiver instalada (uma rádio na UFSC não será uma rádio da UFSC) a serviço das comunidades em torno e outras interessadas, de coletivos e organizações sociais e políticas, movimentos culturais e de sujeitos dispost@s a construir coletivamente e participar de todas as esferas que formam a rádio: os programas, a manutenção dos aparelhos, a limpeza e organização do local, a divulgação e fortalecimento do nosso projeto. Sejam bem vindos, tarrafeir@s.