23 novembro, 2011 — comunicação
Reunião geral nesse sábado (26 de novembro de 2011) às 15h30 no Centro de Convivência da UFSC! *
Essa semana o estúdio da nossa rádio foi arrombado por otários que roubaram nossos computadores, que eram fuleiros mas muito úteis pra gente. Estamos muito putxs, principalmente porque recentemente a gente tinha conseguido reinstalar alguns equipamentos para retornar finalmente a transmissão FM. Se quem robou os pcs conhecia a rádio (o que é bem provável), o que rolou foi um baita desrespeito com o trabalho coletivo de 5 anos. O que importa é que agora precisamos que todxs xs programadorxs da rádio e também xs amigxs da tarrafa possam se reunir para pensar uma solução dos nossos problemas. Discutiremos objetivamente o que aconteceu e nossas alternativas para os próximos tempos, considerando que o local do novo estúdio tem apresentado problemas sérios.
Só existe um sentimento mais forte do que a liberdade: o ódio de quem tira ela da gente.
*Ainda é possível que o horário seja alterado, mas se isso acontecer avisaremos por aqui e pela lista!
17 outubro, 2011 — noticias
Fonte: Site Mosca na Sopa
Santa Catarina aparece como um dos estados brasileiros onde existe maior vinculação entre a classe política e as emissoras de rádio comunitárias. O tema foi debatido nesta quarta-feira durante audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.
O Ministério das Comunicações informou durante o debate que não analisa possíveis vínculos políticos de dirigentes de emissoras de rádio e TV no processo de concessão de canais.
Durante a audiência, os parlamentares conheceram pesquisa apontando que 50,2% das 2.205 emissoras comunitárias autorizadas a funcionar pelo ministério pertencem a pessoas ligadas a vereadores e deputados estaduais ou federais.
A Constituição Federal proíbe funcionários públicos de explorarem canais de rádio e TV, mas segundo a coordenadora de Serviços de Radiodifusão Comunitária, Alexandra Costa, o ministério não tem como cruzar informações para provar a irregularidade, antes da concessão. “São mais de 12 mil processos”, afirmou.
“Teríamos que fazer uma busca em diversos sistemas, como o eleitoral. Ninguém faria isso, a não ser a Polícia Federal, em uma investigação muito séria. Nós fazemos a avaliação dos estatutos, atas de fundação e documentos enviados por cada dirigente”, acrescentou.
Ela ressalvou que o ministério atua, “desde que tenha conhecimento”, para coibir a irregularidade e questionou o percentual revelado pela pesquisa: “Não estou questionando a validade da pesquisa, mas temos que saber se realmente existe vínculo político ou se a pessoa só participa de uma associação”.
O professor Venício Lima, da Universidade de Brasília e autor do estudo, explicou que “se o candidato era filiado a um partido político e se colocou como candidato, ganhando ou perdendo eleição, há vínculo político-partidário”.
De acordo com o estudo apresentado na audiência, os estados onde há mais ligação entre políticos e donos de rádios comunitárias são Tocantins (85,7%), Amazonas (66,7%), Alagoas (65,6%), Santa Catarina (63,1%) e Espírito Santo (62,9%).
A pesquisa Rádios Comunitária: Coronelismo Eletrônico de Novo Tipo contou com informações do Tribunal Superior Eleitoral, do Congresso Nacional, da Presidência da República e do próprio Ministério das Comunicações.
6 outubro, 2011 — comunicação
Notícia via Centro de Mídia Independente

A Rede Meios Caminhantes está organizando uma transmissão radiofônica conjunta bilingue espanhol/inglês para o próximo 12 de outubro, conhecido como dia do descobrimento da América por Cristóvão Colombo. A idéia é reunir vozes como uma ação coletiva para demonstrar nossa resistência ao colonialismo e o racismo que vivemos neste continente chamado América. A transmissão radiofônica anti-colonialista vai trazer à mesa discussões e denúncias das políticas estatais racistas ao largo dos Estados Unidos desde Arizona até o Alabama. Também celebraremos nossa resitência e cultura enfrentando o sistema racista. Em colaboração com companheiras e companheiros no México transmitiremos reportagens dos grupos comunitários no México dedicados ao crescente movimento que rechaça a Guerra Anti Drogas, temas de migração e resistência contra mega projetos.
A transmissão completa estará disponível através da internet. Se quiser participar deste Dia de Ação Ação Radiofônica, você pode:
- Nos escrever no e-mail medioscaminantes@lists.aktivix.org para propor uma produção de 1 hora ou menos de duração (ao vivo ou pré-gravada).
- Retransmitir parte ou toda a programação em sua estação de rádio!!!
- Divulgar nas suas redes e portais de internet para informar aos ouvintes como escutar a transmissão.
Participe na transmissão radiofônica e celebre conosco a resistência contra o colonialismo e o racismo!
28 setembro, 2011 — comunicação
Dia 28 de setembro é o Dia Latino-Americano e Caribenho pela Descriminalização e Legalização do Aborto. No Brasil o aborto é crime, mas sabemos que isso não impede e nunca impedirá sua prática. A clandestinidade, no entanto, condena mulheres as práticas inseguras. A criminalização das mulheres que abortam impossibilita nossa autonomia e nos obriga a colocarmos nossas vidas em risco. Somos todas clandestinas.
Por isso convidamos você a participar, no dia 28 de setembro, de uma blogagem coletiva em prol da descriminalização e legalização do aborto. Escreva um texto no seu blog e deixe o endereço aqui nos comentários ou nos envie por email, redes sociais, etc. No dia 28/09, às 15h postaremos uma lista com todos os textos participantes.
Ninguém é a favor do aborto e contra a vida. Nós somos a favor das mulheres decidirem sobre seus corpos e a favor de que milhares de mortes de mulheres sejam evitadas. Ser contra o aborto é decidir por você. Ser contra a legalização do aborto é decidir por todas. Ser contra o aborto é não achar certo fazer um aborto. Ser contra a legalização do aborto é ser a favor da morte de milhares de mulheres. Continue lendo em Aborto: 10 razões para legalizar do coletivo Sapataria.
http://blogueirasfeministas.com/2011/09/chamada-blogagem-aborto/
8 setembro, 2011 — comunicação
PESSOAL, para quem é programador/a da Rádio Tarrafa ou simplesmente deseja colaborar com o coletivo de alguma forma, segue a agenda de próximas atividades! Estamos voltando para o Centro de Convivência da UFSC e vamos precisar de ajuda para colocar a rádio no ar o quanto antes. Abaixo as datas e atividades:
Domingo, dia 11/09 de tarde: INSTALAÇÃO DA ANTENA
Levar: escada, ferramentas e se pá um cimento, brita, areia ia bem..
Estão convidadxs todxs aquelxs que queiram ajudar a Tarrafa e aprender um pouco sobre como montar uma rádio!

Segunda, dia 12/09 de noite: LIMPEZA DO NOVO ESTÚDIO
Levar: produtos de limpeza para ambientes hostis, vassoura, panos e coisa e tal.
Estão convidadxs todxs aquelxs com coragem para enfrentar uma boa faxina e ajudar a tornar o novo estúdio um lugar agradável!

Sábado, dia 17/09 às 14h: REUNIÃO GERAL, DECORAÇÃO e CONFRATERNIZAÇÃO!
Levar: Cartazes, faixas, tecidos, stencil, tintas, artefatos decorativos, doações para o novo estúdio, canetas, sprays, idéias boas, música, comida para compartilhar e vinho.
Estão CONVOCADXS TODXS XS PROGRAMADORXS da Rádio Tarrafa, tanto os ativos quanto os que não aparecem há muito tempo. O objetivo dessa reunião é fechar a nova grade de programação, definir novos horários de reunião, decorar o novo estúdio, comemorar nossa volta e tecer novos planos para o novo espaço.

NOS VEMOS NAS ONDAS DO AR!
NÃO DEIXEM DE IR!
HÁ BRAÇOS,
6 setembro, 2011 — comunicação
26 agosto, 2011 — Movimentos Sociais
Programador, venha fazer seu programa na ocupação!
Ocupado, se aproprie da rádio!!!
Estudante, venha lutar e ver como é possível mudar…
3 agosto, 2011 — eventos
Você quer conhecer, aprender ou saber um pouco mais sobre radiodifusão comunitária e rádios web?
Então participe desta oficina, promovida pelo projeto IndoOuvindo, do Edugraf (Laboratório de Software Educacional) da Universidade Federal de Santa Catarina, em parceria com a ACIC.
Serão quatro encontros, o primeiro será uma introdução a radiodifusão, com um pouco sobre sua história, os diferentes tipos de rádio (comercial, comunitária, livre), formas de transmissão e tipos de programas. Os encontros seguintes serão práticas em laboratório de informática e estúdio de rádio, onde os participantes poderão montar seus programas e coloca-los no ar.
Público alvo: Comunidade em geral.
Quando: Aos sábados, dias 6, 13, 20 e 27 de Agosto, das 16 e 30 às 19 e 30.
Local: Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC), no bairro Saco Grande, em Florianópolis.
Ministrantes: Jean Schutz, Pablo Valério Polônia (Edugraf) e voluntários da mídia independente.
Vagas limitadas, inscrições pelo e-mail: oficinaderadio@edugraf.ufsc.br
Entrada franca.

2 agosto, 2011 — eventos

Trabalho, engajamento e cultura livre: reprodução ou emancipação?
As práticas de cultura livre, que envolvem as atividades militantes ligadas às artes, informação, comunicação e educação são comumente incorporadas pelas empresas, indústrias culturais, academia e governos.
A partir daí, surge o questionamento sobre os limites entre trabalho e militância e quais os efeitos da aproximação com as relações capitalistas de produção, com o mercado e o poder constituído.
Em 2007, um grupo de ativistas e trabalhadores/as se debruçou sobre este tema num fórum de reflexão denominado “Cultura Livre e Capitalismo”.
Este próximo encontro busca retomar essa reflexão, num momento em que a cultura livre ganhou ainda mais ascendência. Ele é concebido como uma conversa entre os
atores deste processo e, portanto, se propõe a ser participativo e interativo.
Quando: 20/08/2011 (Sábado) – das 9:00 às 18:00
Onde: Ação Educativa, Rua General Jardim, 660 – São Paulo – SP (Próximo ao metrô Santa Cecília)
Entrada gratuita – não é necessário se inscrever
Mais informações: https://encontro.sarava.org
11 julho, 2011 — Pensamento
por João Bernardo
[Publicado em Piá Piou!, Novembro de 2005, nº 3]
Contrariamente ao que afirma a esmagadora maioria dos políticos e dos estudiosos da política, uma das principais características da sociedade capitalista é o facto de o Estado não se limitar às instituições que formalmente o compõem: governo, parlamento, polícia e tribunais. No capitalismo o Estado, muito mais do que um conjunto de instituições, é o conjunto de princípios organizacionais que deve presidir à estrutura interna de todas as instituições, mesmo as que não lhe estejam directamente ligadas. O Estado capitalista não é formado só por algumas das peças do jogo, mas sobretudo pelas regras do jogo. As escolas e as associações de bairro, para invocar dois tipos de instituição que interessam de perto ao Piá, inserem-se na ordem estatal sempre que estabelecem hierarquias internas entre os directores que mandam e os empregados que obedecem, e sempre que perpetuam a mesma camada de dirigentes. Qualquer instituição que reproduza internamente este sistema não só se submete ao Estado capitalista como se integra nele.
Isto sucede até com instituições que se apresentam formalmente como se fossem autónomas. O critério fundamental que devemos seguir para avaliar a autonomia é a forma de organização interna. Fala-se hoje muito de economia solidária, de empresas autogeridas, de projectos colectivos, de movimentos sociais, etc., mas será que ocorre nestes casos uma efectiva remodelação das relações sociais de trabalho ou será que continua a existir uma minoria de gestores que decide, e portanto explora, e uma maioria de trabalhadores que executa, e portanto é explorada? A remodelação das relações de trabalho implica a conversão das relações verticais de hierarquia em relações horizontais de solidariedade e de colectivismo, especialmente o direito de todos darem a sua opinião, a rotatividade nas funções e nas tarefas e a possibilidade de revogar em qualquer momento os mandatos dos representantes e das pessoas eleitas para cargos de coordenação.
Em qualquer luta importa mais a forma de organização dos participantes do que o conteúdo ideológico inicial. A tomada de consciência faz-se através da possibilidade que cada pessoa tiver de colaborar na condução prática da luta, sem se limitar a ouvir doutrinas ensinadas por outros. A aprendizagem ideológica só é criativa quando ajuda a conceptualizar experiências já adquiridas ou em vias de aquisição; e quanto mais profundamente vividas forem essas experiências tanto mais longe se pode levar a aprendizagem ideológica. É a luta o fundamento e o principal motor desta pedagogia, e a autonomia ou se aprende a partir de uma base prática ou não se aprende. Estes são critérios totalmente opostos aos do Estado capitalista.
Nas actuais circunstâncias, em que o capitalismo conseguiu desorganizar profundamente a classe trabalhadora, fragmentando os assalariados nas empresas e esforçando-se a todo o custo por dispersar os velhos bairros populares, as lutas autonomistas parecem condenadas ao isolamento. É certo que esse isolamento pode ser combatido através da troca de experiências e do estabelecimento de redes de contactos mais ou menos duradouras, mas apesar disto o isolamento não deixa de ser grande. O notável marxista brasileiro Mário Pedrosa exclamou em A Opção Imperialista, uma obra publicada em 1966: «Onde a liberdade individual é subjugada? No sector mais importante da vida moderna, no local de trabalho, na oficina, na fábrica, na empresa. Como é possível reinar aí a autocracia e a liberdade em outras partes?». É este o cerne da questão. Não se podem implantar ilhas de autonomia total no meio de uma sociedade onde impera o autoritarismo, ou seja, onde a exploração se conjuga com a opressão.
Assim, na fase actual o importante é desencadear o começo de uma tendência. O máximo a que podemos aspirar para já é o desenvolvimento de lutas que tendam à autonomia, em que a participação de todos tenda a ser cada vez maior, em que a rotatividade nas funções tenda a ser crescente, em que o leque das remunerações – se for caso para existirem – tenda a reduzir-se. Este tenda a não se consegue sem luta. Trata-se de uma luta dentro da luta, e só o processo permanente de luta interna pode garantir que as experiências de libertação não se convertam, como até agora tem sucedido, em novas experiências de opressão.
Enquanto as empresas não forem geridas pelos trabalhadores e não por patrões (de direita) nem por tecnocratas (de esquerda), enquanto a sociedade não for administrada pelos trabalhadores e não por políticos profissionais (de direita ou de esquerda), o capitalismo continuará a existir e, no máximo, mudará de forma, sem alterar o facto básico da exploração. Mas gerir as empresas e a sociedade é algo que se aprende de uma única maneira: gerindo as próprias lutas. Só assim os trabalhadores podem começar a emancipar-se de todo o tipo de especialistas e de burocratas. E com este objectivo não há experiências simples demais. Por modesta que seja uma experiência, os participantes vão-se habituando a dirigir a sua actividade e vão aprendendo na prática aquilo que opõe essa solidariedade e esse colectivismo ao Estado capitalista. É esta a única maneira sólida como os trabalhadores podem, no plano prático, reforçar progressivamente a sua capacidade de organizar as empresas e a sociedade e, no plano ideológico, forjar uma consciência de classe.
Será esse um processo demasiado lento? Na história os processos não se definem nem por serem longos nem por serem breves mas por cobrirem um prazo necessário ou um prazo insuficiente, e o factor que aqui determina tudo é que sem a autogestão das lutas a autogestão da sociedade jamais será possível. Todavia, não se trata de projectar uma utopia num futuro longínquo. Pelo contrário, trata-se de afirmar uma presença imediata, porque qualquer experiência de autogestão constitui, por si só, uma ruptura com as regras do jogo do Estado capitalista. Ao mesmo tempo que é a condição para generalizar a autogestão, o facto de gerir a própria luta é a demonstração da viabilidade prática das relações sociais anticapitalistas, igualitárias e colectivistas.